Mostrar mensagens com a etiqueta FOTOGRAFIA. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta FOTOGRAFIA. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Fotografar à chuva

Se a sua reacção ao saber que o fim-de-semana vai estar chuvoso é nem sequer sair de casa, saiba que não é o único. Danny Santos também fazia o mesmo. Até que um dia pegou na máquina fotográfica, saiu à rua e começou a captar a reacção das pessoas à chuva. O resultado final deu origem ao projecto “Bad Weather”.

chuva, fotografia, singapura

São fotografias de estranhos, registadas pela objectiva de Danny Santos quando a chuva começa a cair. O designer gráfico, que trabalha há cerca de uma década na indústria criativa, acabou por se tornar “no fotógrafo dos fins-de-semana chuvosos”.

Isto porque, primeiro, só fotografa nesses dias e, segundo, aproveita quando chove. Danny Santos, que até há dois anos costumava ficar em casa por causa do mau tempo, começou a sair para as ruas de Singapura (onde vive actualmente) e a captar as reacções dos habitantes: “Afinal, apercebi-me de como a chuva provoca comportamentos interessantes e refrescantes nas pessoas”. O resultado final deu origem ao projecto “Bad Weather”.

chuva, fotografia, singapura

São imagens deliciosas, quase todas a preto e branco, onde se corre ou se segue normalmente quando o tempo muda. Onde há quem se proteja com o tradicional chapéu-de-chuva, ou com o que tenha à mão. Onde há ainda quem reaja aborrecido ou de sorriso na cara. Quando questionado sobre o porquê de fotografar na rua, Danny Santos realça a espontaneidade e o realismo da mesma: “Aí, nada é preparado. Nada coopera contigo: o tempo, quem passa, a situação…tens que trabalhar com o que há e isso é um grande desafio. E quando estes elementos em certas ocasiões se juntam e estás no lugar certo, à hora certa, a sensação de ter captado aquele exacto momento não é comprarável a nenhuma outra.”

chuva, fotografia, singapura

Se antes evitava a chuva, agora diz que aprendeu a recebê-la de braços abertos. E que, neste projecto, aquela máxima de que “a vida não é esperar que a tempestade passe, mas saber vivê-la através da chuva” assenta que nem uma luva. As múltiplas sensações provocadas por estes dias, naqueles perfeitos desconhecidos (tal como em todos nós), continuam a maravilhar Danny Santos, fazendo-o sair à rua, aos fins-de-semana, sobretudo se fizer chuva.

chuva, fotografia, singapura

chuva, fotografia, singapura

chuva, fotografia, singapura

chuva, fotografia, singapura

chuva, fotografia, singapura

terça-feira, 24 de maio de 2011

Bob Dylan Faz Hoje 70 anos

Bob Dylan faz hoje 70 anos [vídeos + fotogaleria] -

Bob Dylan faz hoje 70 anos

A 24 de maio de 1941 nascia em Duluth, Minnesota, Robert Allen Zimmerman. O mundo viria a conhecê-lo como Bob Dylan, um dos maiores vultos da cultura contemporânea.

É impossível definir apenas um Bob Dylan. Houve vários: o herdeiro da folk e do delta blues, o cantor de protesto, o "judas" elétrico, o cristão-novo... Dylan foi romântico, vingativo, comunitário, individualista, introduziu os Beatles à "fumaça", esteve num super-grupo (os Traveling Wilburys) e cantou em "We Are The World", vive em digressão permanente há quase um quarto de século, lança originais em bom ritmo (dois discos em 2009) e reabilita o passado a ritmo ainda maior (as Bootleg Series ). Tem 70 anos. Parabéns!
Veja aqui imagens de um percurso de mais de 50 anos de carreira:

D1

D2

 

quarta-feira, 9 de março de 2011

LISTA DE COMPRAS


LISTA DE COMPRAS

arroz, feijão, sabonete
duas rosas vermelhas
leite em pó, vinho clarete
alguns sorrisos de criança,
milho, fermento, três desejos
sonho, jujuba, linha de carretel
um kilo e meio de beijos
e um barquinho de papel...

Mariza Alencastro

sábado, 5 de março de 2011

Efemérides

450X300_a60165a1342fa3272c0d5651efcbe22b

 

Orgasmo, sono e zonas húmidas já têm dias nacionais, mas há pedidos mais criativos

O orgasmo, as zonas húmidas e o sono têm honras de efeméride em Portugal, onde o calendário é rico em comemorações. Aos deputados parlamentares chegam petições sugerindo a criação de dias como o do Cão ou da Fruta

Em Portugal, qualquer pessoa pode tentar a sorte e criar um "Dia Nacional". Basta lançar uma petição e angariar pelo menos 1.000 assinaturas para a proposta ser analisada por uma comissão parlamentar. Se à Assembleia da República chegar um requerimento com mais de quatro mil assinaturas, o assunto sobe automaticamente a plenário, explicou à Lusa Luís Nunes da Ponte, assessor do presidente da Assembleia da República.

Na atual legislatura o parlamento recebeu três pedidos para a criação de efemérides: o Dia da Natalidade/Dia da Grávida, Dia da Hemocromatose e o Dia da Epilepsia. Até ao momento, só a "Grávida" poderá vir a ser Dia Nacional, já que as outras duas propostas foram recusadas.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

O sindoor

08030501_blog_uncovering_org_india Presente nos principais momentos da vida religiosa, pessoal e pública dos indianos, o vermelho representa a celebração, alegria, boa sorte e paixão. Neste último aspecto, temos a cor firmemente marcada nas cerimônias de casamento. É ali que reina soberano o vermelho; nas mãos e pés, as tatuagens coloridas de hena enfeitam as noivas com desenhos, seda usada na ocasião é vermelha, geralmente bordada com desenhos arrematados por fios dourados, o fogo - centro do ritual das bodas - é atiçado com produtos que o faz reluzir vermelho. Por fim, o sindoor, pó escarlate que simboliza a bênção e a prosperidade no casamento vai no penteado da noiva. Se o casamento e o sexo ocupam lugar de destaque na cultura hindi, nada mais revelador.

Outro pó vermelho é o gulaal, usado no Festival Holi, o carnaval de rua indiano; é um talco feito de pó de sândalo e corantes extraídos de pétalas de rosas. Ele é jogado nas pessoas como o confete no carnaval do Brasil. É com corantes semelhantes a esses que são feitos os rangoli, desenhos feitos no chão para enfeitar as casas e praças.

200505278-001

Há ainda a conotação religiosa: o vermelho é a cor da veneração a deusa Durga que representa o feminino sagrado. A cor aparece nas oferendas feitas a ela, bem como aparece numa oferenda da natureza aos nossos olhos; no verão, as cores se tornam rubras ao redor das montanhas.

No maior estado da Índia, o Rajastão, turbantes, véus e saias vão do rosa ao vermelho, as jóias são predominantemente feitas de rubi. Vê-se o arenito vermelho nas fachadas das casas, influência herdada da arquitetura mongol.

As pimentas, os xales, as flores, as cerejas, as maças de Kulu, tudo ao redor parece apontar a Índia para essa cor que habita o imaginário tradicional e faz surgir conjuntos concretos impossíveis de serem descritos. Assim sendo, melhor deixar que as imagens falem e deslumbrem com a completa tomada de beleza vermelha que permeia todos os cantos do país.

domingo, 9 de maio de 2010

STOP MOTION


As animações feitas em stop motion, se produzidas com alguma imaginação fornecem efeitos verdadeiramente excepcionais. A técnica consiste basicamente em montar uma cena onde o vídeo é feito fotograma a fotograma, entre os quais, os objectos são movimentados ligeiramente. O resultado final é um filme que dá uma nova perspectiva a todo o tipo de objectos, onde estes assumem novas formas e ganham vida, desafiando todas as leis da fisica, bem como a nossa própria percepção do mundo.

O videoclip de Oren Lavie é uma mistura cuidada de arte e bom gosto, em stop motion. Extremamente bem realizado, de uma forma criativa, para além da imagem, ficou também no ouvido a música "Her Morning Elegance" do album "The Opposite Side of the Sea".

Gabriel Lippmann


Auto-retrato de Gabriel Lippmann

Há poucos dias fui fazer umas fotografias para o bilhete de identidade. O fotógrafo - um excelente profissional - deu-mas na hora, passando o cartão de memória da máquina digital para a impressora. Explicou-me que não era uma impressão comum como nas impressoras de jacto de tinta. O papel fotográfico continha uma emulsão que era literalmente revelada pela impressora com raios ultravioleta! O mais impressionante é que me disse que aquelas fotografias tinham uma duração de 200 anos... Ri-me perante o exagero, claro, e disse: e quem é que estará cá nessa altura para o comprovar?
Quem ainda se lembra do ritual mágico e maravilhoso da câmara escura e dos prazeres da fotografia analógica sentirá alguma nostalgia face à actual fotografia digital.Quem já for desta era argumentará, não sem razão, das possibilidades do digital ao nível da manipulação da imagem e, claro, da conservação dos ficheiros que permitirão obter novas imagens quando o "papel" se degradar.. Uma fotografia duradoura talvez, mas não eterna.
E, todavia, toda a evolução tecnológica da fotografia até aos dias de hoje teve como meta última captar e reproduzir do modo mais fiel possível uma imagem e, sobretudo, a sua composição espectral: a sua cor. E, de preferência, mantê-la com o passar do tempo.
Em ambos os casos estamos a falar de fotografias obtidas por processos químicos. No entanto, a fotografia (quase) eterna já existe há mais de 100 anos e foi feita através de um processo físico por um francês chamado Gabriel Lippmann. A descoberta, obtida na sequência de investigações feitas por outro físico - James Maxwell - sobre a luz tida como uma onda electromagnética, denominou-se processo interferencial e é semelhante ao que hoje chamamos holograma de arco-íris, usado em notas de banco ou cartões com imagens que mudam de cor.
O processo em si é tão simples como o ovo de Colombo. Não irei entrar em grandes pormenores. Quem estiver interessado encontrará aqui um link (em francês) bastante completo. No fundo tudo se resume a colocar um espelho por trás da película que contém a emulsão. A onda luminosa atravessa a película e é reflectida na perpendicular mas com um desenho inverso. A onda incidente e a onda reflectida interferem gerando uma onda estacionária que se fixa na organização molecular do material fotossensível depois de revelado.

Uma vez concluída esta etapa retira-se o espelho. Exposta a película à luz branca policromática, a organização molecular - uma microestrutura mecânica - restitui fielmente os comprimentos de onda originais, ou seja, as cores. A ausência de corantes confere à película uma estabilidade cromática notável, uma vez que esta se manterá enquanto a película não for danificada fisicamente. Basta comparar uma fotografia de Lippmann do século passado com uma tirada há 30 anos por um processo convencional para ficar convencido... Além disso tem a vantagem de mudar as cores conforme a inclinação da luz!
Eis algumas fotos de Lippmann, todas com mais de 100 anos:

domingo, 2 de maio de 2010