sábado, 5 de junho de 2010

Um poeta

Um poeta
.
E um amigo
Nas mãos do sonho
E no canto da melodia
Povo de arados
E enxadas de colheitas
Depositadas no horizonte
No vento do espigueiro
De alma gemendo na bravura
A cada golpe de enxada
Manhã de esperança
Rasgada pelo arado
Cavada nas entranhas
Do choro do poeta
Pão de ontem
Que tua vida-Criança
De olhos sentados no vazio
vai esperando a solidão

by Jorge Pereira

1 comentário:

Myriam Valentina disse...

E todas as palavras viram sonhos nas mãos do poeta.
Beijos